Fundado em 1996 por José Marcos Lopes, o grupo da Capela de São Vicente construiu uma trajetória marcada pela dedicação à música sacra, à liturgia e à comunidade católica mossoroense.
O grupo nasceu com a proposta de contribuir musicalmente para as celebrações litúrgicas e atividades religiosas da Capela de São Vicente, um dos templos mais tradicionais e historicamente significativos de Mossoró.
A denominação Queremos Deus foi inspirada em um evento de pregação, louvor e evangelização católica realizado em Fortaleza, no Ceará, tradicionalmente no período que antecede o Carnaval.
Ao longo de sua trajetória, o grupo consolidou sua presença nas celebrações religiosas, participando de missas, solenidades, encontros e eventos promovidos pela comunidade católica, tanto em Mossoró quanto em outros municípios da região Oeste do Rio Grande do Norte.
Uma trajetória pessoal marcada pela música
Minha história com o Queremos Deus começou em 1997, quando passei a integrar o grupo como cantor, ao lado do amigo e futuro cunhado Francisco Marinho.
Pouco tempo depois, diante da ausência de Marcelo Lopes, então guitarrista titular, fui convidado a assumir a guitarra, instrumento com o qual permaneci por um longo período, contribuindo para o acompanhamento musical das celebrações.
Durante essa fase, também passei a observar atentamente as apresentações do tecladista Raimundinho, cuja habilidade despertou minha curiosidade e meu interesse pelo instrumento.
Com generosidade e paciência, Raimundinho compartilhou comigo diversas orientações e dicas sobre o teclado, permitindo que eu adquirisse conhecimentos básicos e começasse a compreender melhor suas possibilidades musicais.
Inicialmente, esse aprendizado serviu para que eu pudesse substituí-lo em algumas ocasiões, quando sua presença não era possível.
Com seu afastamento definitivo, surgiu a necessidade de alguém assumir a função de tecladista para garantir a continuidade das atividades do grupo.
Embora minha preferência sempre tenha sido pelo violão, aceitei o desafio. Não me considerava propriamente um tecladista, mas compreendia que o compromisso com o grupo e com a comunidade religiosa estava acima das minhas preferências instrumentais.
Após o afastamente definitiva de Raimundinho, eu passei a desempenhar uma função que, inicialmente, não imaginava assumir de maneira permanente.
Essa experiência representou mais uma etapa importante da minha trajetória musical, marcada pelo aprendizado, pela convivência e pela disposição de colaborar com a missão do Queremos Deus.
Vinte e cinco anos de dedicação à comunidade
Ao completar suas bodas de prata, o Queremos Deus reúne uma história construída por diferentes gerações de músicos e cantores que, ao longo dos anos, contribuíram voluntariamente com seu talento, disponibilidade e compromisso religioso.
Da formação principal que consolidou o grupo como conjunto vocal e instrumental, permanecem José Marcos Lopes, Eriberto Monteiro, Maria Rosimeite Lopes, Evanete Rebouças e Marcondes Lopes.
Mas a história do Queremos Deus não pode ser contada apenas a partir desses que permaneceram. Ela também foi construída por dezenas de pessoas que, em diferentes momentos, integraram suas atividades ou participaram especialmente das celebrações litúrgicas.
Entre os nomes que contribuíram para essa trajetória, recordo com carinho:
Yatagã Menezes, Ferreira Filho, Osmair Firmino, Rayane Tavares, Jéssica Rebeca, Allyssandra Lima, José Nilson, Juridiana Batista, Suênia Sá, Selidan de Sá, Fátima Ribeiro, Francisca Elisabete, Conceição Andrade, Rita de Cássia, Francisca Michelly, Israel Pereira, Marcelo Lopes, Aline Roque, Isabella Lemos, João Batista Neto, Kiscily Raquel, Ismênia Costa, Elisabeth Menezes, Yassoneide Barbalho, Ana Clécia, Ana Carla, Francisco Marinho, Clivanilson Aquino, Maria Cleite, Darliane, Gêmerson, Raimundo, Adna Dantas, Maria José, Márcio, Evanete Rebouças e Glorinha Gurgel.
Certamente, outros nomes também fizeram parte dessa caminhada, alguns por períodos mais longos, outros por participações ocasionais. Se a memória não me permite recordar todos neste momento, isso não diminui a importância de cada contribuição.
A todos, fica o reconhecimento e a gratidão por terem ajudado a construir essa história.
A música como expressão de fé e compromisso
Mais do que um conjunto musical, o Queremos Deus representa uma experiência de convivência, amizade, aprendizado e serviço à Igreja.
Durante esses 25 anos, seus integrantes acompanharam momentos importantes da vida religiosa da comunidade, contribuindo para tornar as celebrações mais participativas e acolhedoras.
A música, nesse contexto, ultrapassa a dimensão artística e assume também uma função espiritual, aproximando as pessoas da oração, da reflexão e da vivência comunitária.
Naturalmente, uma trajetória de duas décadas e meia também é marcada por desafios, mudanças de formação, ausências e adaptações. Entretanto, a disposição de continuar servindo à comunidade tem sido fundamental para a permanência do grupo.
Para mim, particularmente, é motivo de satisfação fazer parte dessa história desde 1997, compartilhando experiências com amigos e familiares e contribuindo, por meio da música, para as atividades religiosas da Capela de São Vicente.
Bodas de prata: uma história que merece ser celebrada
Celebrar os 25 anos do Queremos Deus é reconhecer o esforço coletivo de todos aqueles que, desde sua fundação, dedicaram parte de seu tempo à música e à evangelização.
É também uma oportunidade de agradecer ao seu fundador, José Marcos Lopes, pela iniciativa que deu origem ao grupo e permitiu a construção de uma trajetória que atravessou gerações.
Que esta data sirva não apenas para recordar o passado, mas também para renovar o compromisso com o futuro, incentivando a participação de novos músicos e cantores e assegurando a continuidade desse trabalho.
Parabéns ao grupo vocal e instrumental Queremos Deus pelos seus 25 anos de existência!
Que venham muitos outros anos de música, fé, amizade e dedicação à comunidade católica de Mossoró.
Que Deus abençoe todos os integrantes, antigos e atuais, e aqueles que, de alguma maneira, contribuíram para escrever essa bonita história.
Vida longa ao Queremos Deus!
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