quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Academia de Ciências Jurídicas e Sociais reúne escritores e define programação do projeto Mossoró Cidade do Livro e da Leitura


        A Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró (ACJUS) realizou, na tarde e início da noite desta quarta-feira (21), uma reunião com escritores mossoroenses que participarão do projeto Mossoró Cidade do Livro e da Leitura, programado para os dias 5 e 6 de novembro de 2026, no Teatro Lauro Monte Filho – BNB Cultural, em Mossoró.

        A iniciativa integra as comemorações dos 12 anos de fundação da ACJUS, dos 69 anos da Escola Rotary, dos 29 anos da Escola Padre Sátiro Cavalcanti Dantas e dos 52 anos da Escola Duarte Filho, reunindo instituições de ensino, escritores, acadêmicos e representantes da cultura local em uma programação dedicada à valorização da literatura e ao incentivo à leitura.
        Durante o encontro, foram discutidos aspectos organizacionais e definidos detalhes da participação dos escritores nos dois dias do evento. Conforme o planejamento estabelecido, as atividades literárias acontecerão das 18h às 21h, com a apresentação de mais de 20 obras literárias, além da exposição de mais de 30 títulos lançados recentemente em outras oportunidades.
        A programação representa uma importante oportunidade para aproximar escritores e leitores, divulgar a produção intelectual mossoroense e fortalecer o reconhecimento dos autores que contribuem para a preservação da memória, da história e da identidade cultural da região.
        A reunião foi presidida pelo presidente da ACJUS que, além dele, participaram da reunião: Antônio Marcos de Oliveira, Joana Darc Fernandes Coelho, Rosanny Amorim, Larissa Amorim, Leila Maria de Araújo Tabosa, Misherlany Gouthier, Raimundo Alberto Queiroz, Francisco Canindé Silva, Helenita Castro, Clécia Galdino, Eriberto Monteiro, Lucila e Maria Cecília. Outros escritores e acadêmicos justificaram suas ausências.
        Como parte das ações de divulgação, representantes da iniciativa participarão, nesta quinta-feira (22), às 10h40, do programa Manhã TCM, transmitido pela TCM, quando apresentarão informações sobre o projeto e convidarão a população a prestigiar as atividades.
        Com a realização do projeto Mossoró Cidade do Livro e da Leitura, a ACJUS reafirma seu compromisso com a promoção da cultura, o estímulo à produção literária e a valorização dos escritores locais, contribuindo para consolidar Mossoró como um importante espaço de criação, circulação e difusão do conhecimento.
        Uma última reunião preparatória está marcada para o dia 4 de novembro, às 9h, no Palácio Cultural Acadêmico Milton Marques de Medeiros (PCAMMM), ocasião em que serão revisados o cerimonial e os detalhes finais da programação.












terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Visitantes da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte dão sua impressão a respeito da cidade de Mossoró

A Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró, recebeu, nesta semana, a visita do casal de professores aposentados João Carlos da Motta Ferreira e Maria das Graças Bruno Mariett, que estão percorrendo cidades do Nordeste brasileiro com o propósito de conhecer suas manifestações culturais, tradições, histórias e particularidades.

Segundo João Carlos, a viagem representa uma oportunidade de ampliar conhecimentos e vivenciar novas experiências, tendo Mossoró sido escolhida como um dos destinos desse roteiro cultural.

Na biblioteca, os visitantes foram recepcionados pelos servidores Eriberto Monteiro, Isa Costa e Ana Maria, que proporcionaram ao casal um momento de troca de conhecimentos e informações sobre a trajetória histórica e cultural do município.

Durante a visita, os professores demonstraram especial interesse por acontecimentos que marcaram a história de Mossoró, entre eles a resistência da cidade ao bando de Lampião, em 1927; o pioneirismo de Celina Guimarães Viana no exercício do voto feminino; o histórico Motim das Mulheres, ocorrido em 1875; e a abolição da escravatura no município, em 1883, cinco anos antes da assinatura da Lei Áurea.

Esses episódios, entre outros acontecimentos relevantes, despertaram a curiosidade dos visitantes, que aproveitaram a oportunidade para aprofundar seus conhecimentos sobre a contribuição de Mossoró para a história do Rio Grande do Norte e do Brasil.

Encantado com a experiência, João Carlos destacou suas impressões sobre a cidade e a receptividade encontrada durante sua passagem pelo município.

"Gostaria de expressar minha admiração e satisfação em tê-la visitado, pela rica cultura, gastronomia, comércio pujante e um povo com características muito especiais, a saber: hospitalidade e simpatia", declarou.

O professor aposentado também fez questão de registrar seu reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo servidor Eriberto Monteiro, responsável por prestar esclarecimentos sobre diversos aspectos da história local.

"Quero expressar a minha mais sincera gratidão ao servidor Eriberto Monteiro, pela sua incansável paciência e compreensão em responder todas as perguntas que lhe foram feitas. Sempre com muita profundidade e objetividade", afirmou João Carlos.

Servidor da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte desde setembro de 2005, Eriberto Monteiro também atua como pesquisador e escritor, dedicando parte de suas atividades ao estudo, à preservação e à divulgação da memória histórica de Mossoró. É ainda diplomado como Orientador Turístico Local (OTL), formação que lhe permite oferecer informações e orientações sobre o patrimônio histórico, cultural e turístico do município.

Para Eriberto, a visita representou mais uma oportunidade de compartilhar conhecimentos e contribuir para a valorização da história mossoroense.

"Muito gratificado com a forma como os visitantes se interessaram pela nossa cidade. Estaremos sempre de portas abertas para mais informações. Inclusive, mantenho contato com eles para ampliar a compreensão histórica sobre o nosso município", comentou.

A professora aposentada Maria das Graças Bruno Mariett também concedeu um depoimento sobre suas impressões a respeito de Mossoró e da experiência vivenciada durante a visita, cujo conteúdo será divulgado posteriormente.

O encontro foi marcado ainda por um registro fotográfico dos visitantes com o estudante João Gabriel Lopes Monteiro, filho de Eriberto Monteiro.

Mais do que uma visita de caráter turístico, a passagem do casal pela Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte evidencia a importância desses espaços públicos como centros de preservação da memória, de difusão do conhecimento e de aproximação entre pessoas de diferentes regiões do país.

A experiência também demonstra que a história de Mossoró continua despertando interesse e admiração entre aqueles que procuram conhecer suas raízes, seus personagens e os acontecimentos que ajudaram a construir a identidade cultural da cidade.


 

 

 

 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Jesus Noel do natal moderno


https://www.youtube.com/watch?v=TPV2lsJEITE&ab_channel=PrimeiraX%C3%ADcara


        As crianças têm seus sonhos. Fui criança e sei o quanto sonhei. Aliás, continuo sonhando. Mas meus sonhos já não se limitam aos encantamentos da infância, tampouco se deixam conduzir por um mundo cada vez mais dominado pelo cifrão, pelo consumismo e pelas desigualdades sociais.

Sonho com uma sociedade em que a leitura e a educação sejam instrumentos de libertação. Sonho com uma transformação que nasça da equidade e caminhe em direção à igualdade. Não apenas a igualdade proclamada nos discursos, mas aquela que assegura a cada ser humano o direito de ser, de existir e de viver com dignidade.

Não me refiro ao mundo encantado da imaginação natalina, onde as luzes brilham, os presentes se multiplicam e a felicidade parece estar ao alcance de todos. Refiro-me ao mundo real, marcado por profundas contradições, no qual somente a educação, a consciência crítica e o compromisso coletivo podem promover transformações verdadeiras.

Precisamos ser agentes dessa transformação. Precisamos compreender que a esperança não pode permanecer aprisionada aos símbolos de uma celebração. É necessário transformar as luzes do Natal em uma luz no fim do túnel, capaz de iluminar os caminhos daqueles que vivem à margem das oportunidades.

As luzes natalinas, é verdade, exercem sobre nós um fascínio quase hipnótico. Encantam os olhos, despertam lembranças e alimentam fantasias. Entretanto, quando esse encantamento nos distancia da realidade, corremos o risco de substituir a reflexão pela contemplação, a solidariedade pelo consumo e a ação pela indiferença.

Enquanto as luzes das vitrines anunciam a chegada do Natal, quantas crianças permanecem invisíveis aos olhos da sociedade? Quantas sonham não com brinquedos sofisticados, mas com alimento, escola, moradia, afeto e oportunidades? Quantas aguardam, silenciosamente, uma esperança que não venha embrulhada em papel de presente?

O verdadeiro espírito natalino não deveria nos conduzir à inércia, mas despertar nossa capacidade de questionar, de agir e de romper as mordaças impostas pela desigualdade, pelo individualismo e pela injustiça social.

É preciso que nosso pedido de Natal venha das profundezas da consciência, das veias que simbolicamente carregam o vermelho da paixão, da coragem e da luta. Não uma luta pelo poder de dominar, mas pelo poder de transformar. Pelo direito à sobrevivência, à dignidade e à construção de uma sociedade mais humana.

Nesse cenário, a figura do bom velhinho, transformada em um dos maiores símbolos do consumo, parece ter roubado a cena daquele que deveria ocupar o centro da celebração: o menino Jesus.

E não falo de um Jesus idealizado segundo padrões europeus, de olhos azuis e distante da realidade histórica de seu povo. Refiro-me ao Jesus que desafiou estruturas de poder, acolheu os marginalizados, confrontou injustiças e anunciou uma mensagem de amor, partilha e libertação.

Um Jesus cuja trajetória pode ser compreendida também como a de um homem profundamente comprometido com os excluídos, com os pobres e com aqueles a quem a sociedade negava voz e dignidade. Uma figura que, em sua dimensão humana e social, permanece atual diante das contradições de um mundo ainda marcado pela concentração de riquezas, pelos conflitos e pelas desigualdades.

Talvez seja justamente essa dimensão transformadora de sua mensagem que tantas vezes se perde entre os enfeites, as vitrines iluminadas e os interesses comerciais que passaram a dominar as comemorações natalinas.

Não pretendo negar a beleza do Natal, tampouco retirar das crianças o direito ao encantamento. Pelo contrário. Quero que elas continuem sonhando, sorrindo e acreditando na possibilidade de um mundo melhor. Mas desejo, sobretudo, que seus sonhos encontrem caminhos concretos para se realizarem.

Que o Natal não seja apenas uma celebração passageira, mas uma oportunidade de renovar nosso compromisso com a coletividade. Que a solidariedade ultrapasse os gestos ocasionais e se transforme em prática cotidiana. Que a educação deixe de ser privilégio e se consolide como direito efetivo de todos.

Precisamos de um Natal comunitário, construído não apenas com luzes e presentes, mas com consciência, justiça social, respeito às diferenças e oportunidades compartilhadas.

Um Natal que resgate a essência do menino libertador e celebre a vida através dos olhos inocentes das crianças, que continuam esperando dos adultos muito mais do que promessas.

Afinal, de que valem tantas luzes iluminando nossas cidades se ainda permitimos que tantas vidas permaneçam mergulhadas na escuridão da exclusão?

Que saibamos transformar o encantamento em consciência, a esperança em atitude e os sonhos em possibilidades reais.

Porque o Natal que verdadeiramente desejo não é aquele que apenas ilumina as ruas, mas aquele que ilumina consciências, rompe desigualdades e abre caminhos para um mundo mais justo, humano e solidário.

E que as crianças continuem sonhando.

Mas que nós, adultos, tenhamos a coragem de transformar esses sonhos em realidade.


segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

O sonho de um Papai Noel progressista

               As crianças têm seus sonhos. Fui criança e sei o quanto sonhei. Aliás, ainda sonho. Não com um mundo capitaneado pelo cifrão, mas com uma sociedade transformada pela leitura, pela educação e pela justiça social. Um sonho que nasce da equidade em busca da igualdade, do direito de ser e de existir com dignidade.

As luzes natalinas encantam e hipnotizam nossos olhos, mas não podem nos tornar indiferentes às desigualdades. Precisamos transformar esse encantamento em consciência e ação, fazendo das luzes do Natal uma luz no fim do túnel.

Em meio ao consumismo, o bom velhinho parece ter roubado a cena do menino Jesus. Não o Jesus de olhos azuis, distante de suas origens históricas, mas o Jesus libertador, contestador das injustiças e defensor dos oprimidos.

Que celebremos um Natal comunitário, com os olhos inocentes das crianças, sem perder a capacidade de questionar e transformar a realidade.

Que as luzes do Natal não apenas iluminem nossas cidades, mas também nossas consciências, na esperança de um mundo mais justo, fraterno e igualitário.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Um Papai Noel chamado EU

        Chamo-me José Eriberto de Oliveira Monteiro, conhecido apenas como Eriberto Monteiro. É o nome artístico que escolhi para acompanhar minha vida cultural. Já fiz artes cênicas, mas nunca me imaginei como Papai Noel. Eis que surge a oportunidade: Eu, Pai Noel ao lado do meu filho, Gabriel.

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Parabéns ao Orgulho de Mossoró

Antonio Francisco Teixeira 
 Nosso poeta maior 
 Alegra a população 
 E o que está ao seu redor 
 Show man por onde passa 
 Seja palco, seja calçada 
 Orgulho de Mossoró 
 Dez cordeis num cordel só 
 Sete contos de Maria 
 A casa que a fome mora 
No topo da poesia 
 Um bairro Lagoa do Mato 
 Um conto bem contado 
 Muito mais do que eu queria 
 Aquela dose de amor 
 Ataque de Lampião 
 A lenda da ilha amarela 
 Os animais têm razão 
 Uma carrada de gente 
 Antonim Francisco é diferente 
 Antonim Francisco é nosso irmão 
 Irmão de fé camarada 
 O feiticeiro do Sal 
 De calça curta e chinela 
 A resposta para todo mal 
 No duelo da bengala 
 Antoim Francisco exala 
 Poesia collossal

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Passei pelo crivo laboral


Nestes últimos dias, a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte teve algumas mudanças. Meu trabalho foi colocado à prova e, graças a Deus, eu passei pelo crivo. Passei, não por achar melhor do que ninguém, mas por mostrar minha dedicação ao longo dos 16 anos de trabalho nesta instituição com acúmulo de função nos mais diversos setores. 
Durante todo o período de esforço nesta instituição, foram levados em conta minha produção laboral, minha iniciativa, minha vontade, minha dedicação e minha capacidade de trabalho. Todos têm, porém, alguns mais do que o outro. 
E já retorno (sem sair) com um desafio a cumprir. E como gosto de desafios, vamos que vamos... Quero agradecer a todos que torceram, oraram por mim e endereçaram palavras de carinho. Venham culturar comigo. Juntos somos mais fortes...

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Saudades do meu amigo João Carlos Brito

 



Esta imagem foi registrada no dia 10 de julho de 2019, durante a comemoração do meu aniversário, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró. Jamais poderia imaginar que aquela seria a data do nosso último encontro.

Sinto saudades dos nossos encontros, que, invariavelmente, se transformavam em verdadeiras festas. Eram momentos de alegria, amizade, música, conversas e muitas histórias para contar.

Hoje, nosso violão se calou... Sua voz se calou... Mas as lembranças continuam vivas, ecoando no coração daqueles que tiveram o privilégio de compartilhar sua amizade.

Você era amado, meu amigo. Sempre foi amado e continuará sendo...

Sua partida deixou uma lacuna imensa em nossas vidas, um vazio que o tempo talvez amenize, mas jamais conseguirá preencher completamente.

Não sei o que se passava em sua cabeça naqueles momentos de solidão e profunda tristeza. Queria tanto ter estado ao seu lado para conversarmos, tocarmos nosso violão e sorrirmos juntos, como tantas vezes fizemos...

Ah, meu amigo! Quantas lembranças!

Nossos momentos futebolísticos, musicais, jornalísticos e históricos... Nossas conversas intermináveis, nossas resenhas, nossas brincadeiras e aquela alegria tão nossa de transformar qualquer encontro em uma celebração da amizade.

Ah, cara... Que coisa triste!

Faltam palavras e sobram emoções...

Restaram as fotografias, as histórias, as saudades e a certeza de que algumas amizades não terminam com a despedida. Permanecem para sempre dentro de nós.

Fique com Deus, meu amigo João Carlos Brito. Somente Ele poderá confortar nossos corações atribulados e nos dar forças para conviver com a sua ausência.

O violão silenciou, a voz se calou, mas a amizade continuará ecoando para sempre em nossas lembranças.

Saudades eternas, meu amigo!


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Feliz dia do Nordestino




"oxe", "mainha", "danôsse", "eita mulesta", "arrede o pé", "xero no cangote", "maluvido", "que presepada é essa?", "oh desmantelo", "visse? visse", "uó", "deixe de pantim", "caba da peste", "marrapaz/marmenino", "iapois?", "mundiça", "vareit", "fi duma egua", "catrevagem", "bom que só", "valei-me", "pegue o beco", "pia", "bença?", "virado na peitica", "cagada e cuspida", "deixe de aperreio", "se avexe não", "miserávi", "cabosse", "deixe de brabeza", "arriado os 4 pneus", "o pobe", "arrudeia", "onde eu fui amarrar meu jegue?", "o bixinho", "pare de bulir aí", "e foi, foi?"," vôti", "ah disgrama", "destá", "diabéisso?", "tá cum a bixiga, tá cum a mulesta", "infeliz das costas ôca", "ai dento", "lá em riba", "uma ruma", "sou teus pariceiro não", "feito a gota serena", "eu acho é pouco", "abestalhado", "num fresque não", "se não foi, eu cegue", "ta tronxo".

Feliz dia dos donos das melhores gírias, do sotaque mais lindo, do povo mais alegre e mais arretado que existe.

Oxente, cê num tá vendo que a gente é Nordeste?

Feliz dia do nordestino. Povo arretado...


sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Ezequiel Zuza de Oliveira — lembranças de um tio que foi como um paiEsta semana, minhas lembranças me levaram ao meu querido tio materno, Ezequiel Zuza de Oliveira, que faleceu em abril passado, vítima da Covid-19. Durante muitos anos, meu tio trabalhou como vendedor ambulante pelas ruas de Mossoró, especialmente na Praça Dom João Costa, popularmente conhecida como Praça do Diocesano ou Praça do Colégio Supletivo. Era uma figura conhecida por muitos mossoroenses, que certamente ainda guardam lembranças de sua presença naquele espaço. Recentemente, deparei-me com uma publicação no grupo Relembrando Mossoró, que noticiava seu falecimento. Ao ler as inúmeras mensagens de carinho, solidariedade e respeito dirigidas a ele e à nossa família, senti uma mistura de saudade, tristeza e gratidão. Como qualquer ser humano, meu tio tinha seus defeitos e suas virtudes. Mas uma coisa jamais poderei esquecer: o enorme carinho que sempre demonstrou por mim. Ele era como um pai. Desde a minha infância, foi, em inúmeras ocasiões, meu protetor, alguém que me acolhia e me fazia sentir amado. E esse sentimento atravessou os anos, acompanhando-me até a vida adulta. Recordo-me de um dos nossos últimos encontros. Naquela ocasião, ele mencionou uma reportagem de minha autoria exibida pela TV Cabo Mossoró (TCM). Falou do orgulho que sentia de mim, seu sobrinho. Entre palavras emocionadas, abraçou-me fortemente e chorou em meus braços. Aquela cena permanece viva em minha memória. Hoje, ao recordá-la, compreendo ainda mais o valor daquele abraço, daquelas lágrimas e das palavras sinceras que saíram de seu coração. Sua partida também me faz refletir sobre um período doloroso de nossa história. É impossível não sentir indignação ao lembrar que tivemos um governo que se proclamava patriota, mas cuja condução da pandemia, marcada por atitudes e omissões, deixou tantas famílias desamparadas diante de uma tragédia que exigia responsabilidade, humanidade e compromisso com a vida. Dói pensar que tantas pessoas, entre elas meu querido tio, partiram sem a oportunidade de viver por mais tempo, de compartilhar outros abraços, outras conversas e tantos momentos que jamais acontecerão. Mas minhas lembranças de Ezequiel vão muito além de sua partida. Elas percorrem os caminhos da minha infância, os anos de convivência, os gestos de proteção, as demonstrações de afeto e o orgulho que ele sentia por mim. É assim que desejo guardá-lo na memória: como o tio carinhoso, o homem simples que percorreu as ruas de Mossoró em busca de seu sustento e, sobretudo, como alguém que ocupou um lugar imenso em minha vida. Lamento sua partida, meu querido tio. Lamento os abraços que não poderemos mais trocar. Lamento as vidas interrompidas e as oportunidades perdidas. Lamento a falta de humanidade daqueles que deveriam proteger seu povo. Lamento... E, acima de tudo, sinto saudades. Descanse em paz, meu querido tio Ezequiel.

Imagem: Relembrando Mossoró


Esta semana, minhas lembranças me levaram ao meu querido tio materno, Ezequiel Zuza de Oliveira, que faleceu em abril passado, vítima da Covid-19.

Durante muitos anos, meu tio trabalhou como vendedor ambulante pelas ruas de Mossoró, especialmente na Praça Dom João Costa, popularmente conhecida como Praça do Diocesano ou Praça do Colégio Supletivo. Era uma figura conhecida por muitos mossoroenses, que certamente ainda guardam lembranças de sua presença naquele espaço.

Recentemente, deparei-me com uma publicação no grupo Relembrando Mossoró, que noticiava seu falecimento. Ao ler as inúmeras mensagens de carinho, solidariedade e respeito dirigidas a ele e à nossa família, senti uma mistura de saudade, tristeza e gratidão.

Como qualquer ser humano, meu tio tinha seus defeitos e suas virtudes. Mas uma coisa jamais poderei esquecer: o enorme carinho que sempre demonstrou por mim.

Ele era como um pai. Desde a minha infância, foi, em inúmeras ocasiões, meu protetor, alguém que me acolhia e me fazia sentir amado. E esse sentimento atravessou os anos, acompanhando-me até a vida adulta.

Recordo-me de um dos nossos últimos encontros. Naquela ocasião, ele mencionou uma reportagem de minha autoria exibida pela TV Cabo Mossoró (TCM). Falou do orgulho que sentia de mim, seu sobrinho. Entre palavras emocionadas, abraçou-me fortemente e chorou em meus braços.

Aquela cena permanece viva em minha memória. Hoje, ao recordá-la, compreendo ainda mais o valor daquele abraço, daquelas lágrimas e das palavras sinceras que saíram de seu coração.

Sua partida também me faz refletir sobre um período doloroso de nossa história. É impossível não sentir indignação ao lembrar que tivemos um governo que se proclamava patriota, mas cuja condução da pandemia, marcada por atitudes e omissões, deixou tantas famílias desamparadas diante de uma tragédia que exigia responsabilidade, humanidade e compromisso com a vida.

Dói pensar que tantas pessoas, entre elas meu querido tio, partiram sem a oportunidade de viver por mais tempo, de compartilhar outros abraços, outras conversas e tantos momentos que jamais acontecerão.

Mas minhas lembranças de Ezequiel vão muito além de sua partida. Elas percorrem os caminhos da minha infância, os anos de convivência, os gestos de proteção, as demonstrações de afeto e o orgulho que ele sentia por mim.

É assim que desejo guardá-lo na memória: como o tio carinhoso, o homem simples que percorreu as ruas de Mossoró em busca de seu sustento e, sobretudo, como alguém que ocupou um lugar imenso em minha vida.

Lamento sua partida, meu querido tio. Lamento os abraços que não poderemos mais trocar. Lamento as vidas interrompidas e as oportunidades perdidas. Lamento a falta de humanidade daqueles que deveriam proteger seu povo.

Lamento...

E, acima de tudo, sinto saudades.

Descanse em paz, meu querido tio Ezequiel.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Análise da obra As macaquices do macaco, de Patrícia Zirca - Por Josselene Marques

 


          A começar pelo eufemismo “macaquices” no título, a leveza com que temas como bullying, desmatamento e perdão são abordados é impressionante. Em parte, podemos atribuir à poesia que jorra de cada página somada às alegres e coloridas ilustrações. Sem dúvida, esta fábula em versos contempla sua função de construir uma mensagem educativa, que proporciona ao leitor a oportunidade de refletir sobre o próprio comportamento e o da sociedade em que vive. Recomendo não apenas sua leitura, mas também sua adoção. Para além da leitura, esta obra possui rico potencial a ser explorado em diferentes níveis de ensino. A título de sugestão, eis exemplos de temas/conteúdos e atividades que poderão ser desenvolvidos a partir deste livro:

- Educação para a paz (bullying, perdão);

- Valores éticos e morais (empatia, respeito, convivência, solidariedade, compaixão, gratidão);

- Meio ambiente (combate ao desmatamento);

- Literatura (poesia/cordel);

- Linguagem – ampliação do vocabulário através do glossário que traz brasileirismos e até expressões latinas como “quid pro quo” (quiprocó);

- Animais terrestres;

- Cores;

- Desenho, pintura e música (através do fanzine que acompanha o livro);

- Reprodução da fábula por meio de encenações;

- Recontação oral ou por escrito desta fábula.


          Vale salientar que esta leitura foi por demais prazerosa para mim. Também gostei muito do privilégio de poder distribuir com as crianças do meu convívio os exemplares que me foram entregues. Já recebi alguns retornos delas e de seus pais: somente comentários elogiosos à obra. Fiquei tão empolgada que imaginei a criação de um clube de leitores mirins na Fundação Vingt-un Rosado. Imaginem! Poderiam ser as sementes do amanhã. Mais leitores, novos escritores que ampliariam e perpetuariam Coleção Mossoroense e o seu valioso acervo. Quem se habilita?

          Aproveito a oportunidade, ainda, para parabenizar todos os envolvidos neste projeto (contemplado pela Lei Aldir Blanc do Estado do RN): Patrícia Zirca, Eriberto Monteiro, Kydelmir Dantas, Djou Marques, a Fundação Vingt-un Rosado e seus patrocinadores (Governo Federal, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo). Boa leitura a todos!


Quem é Josselene Marques

Graduada em Letras e Artes. Especialista em Psicologia Escolar e da Aprendizagem e em Atendimento Educacional Especializado. Professora e escritora mossoroense assumidamente a favor da justiça social e contra todo tipo de preconceito e discriminação. Apaixonada por poesia, música e teatro. Adora viver, ler, escrever e interagir com pessoas positivas. Possui um número considerável de artigos, poemas, crônicas e contos publicados em sites, blogs e jornais locais e internacionais. Sua principal característica: costuma mergulhar de corpo e alma naquilo em que acredita. Enfim, é alguém que tem fé, procura ser útil e tenta ser feliz, sem comprometer a felicidade dos outros, embora saiba que nem sempre isso é possível.


Imagem: https://www.versatilnews.com.br/category/conexo-mossoro

sábado, 18 de setembro de 2021

Dúvidas - Poesia de Eriberto Monteiro



                                                      Imagem:  https://clebertoledo.com.br/


As indagações surgem naturalmente.

Não sei onde, nem quando vão parar, 

Nem muito menos as respostas para este eterno caminhar.

As indagações são etéreas, eternas, infinitas...

As respostas, talvez, esquisitas.

Um olhar responde muita coisa

Como também esconde o que se quer esconder:

O meu existir, o meu ser.

O papel olha-me incansavelmente

O retorno da caneta intransigente.

O pensamento não acompanha as ações:

Dúvidas, inspirações.

No alto e baixo da gangorra,

Talvez eu aja, discorra.

E nos passos desta vida,

Neste constante caminhar,

Nos restam cicatrizes, feridas,

Dúvidas a duvidar...


Apresentação das minhas obras no programa Manhã TCM, da TV Cabo Mossoró (TCM)

           



          No último dia 13 eu participei do quadro Gente Resistente, do programa Manhã TCM, apresentado por Daniela Silveira e Lamonier Araújo e aproveitei o momento para apresentar minhas obras literárias.

          Valorizo todos os meus trabalhos, mas destaco a obra infantil As macaquices do macaco, de Patrícia Zirca de Medeiros. Esta obra eu aproveitei a prosa e poetizei a fábula do macaco Juvião. As macaquices do macaco, de autoria de Patrícia Zirca, texto poético meu, correção de Kydelmir Dantas e ilustração de Djou Marques. 

            A obra recebeu o selo da Coleção Mossoroense e do centenário de Vingt-un Rosado. Ela foi contemplada pela Lei Aldir Blanc do Estado do Rio Grande do Norte, tendo como patrocínio, o Governo Federal, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo. 

          As macaquices do macaco também rendeu um fanzine da obra com os personagens para colorir e um cordel, este, financiado pelo poeta Kydelmir Dantas.     

        Quem quiser assistir, poderá acessar o site https://tcmplay.com.br/ e procurar pelo programa Manhã TCM do dia 13 de setembro. 




sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Quando um artista se vai... Homenagem de Marcus Vinicius ao amigo Sizinho Júnior

 

                                                               Imagem: Marcus Vinícius


Quando um artista se vai...

Quando um artista se vai, o coro cênico todo fica órfão.
O voo dos pássaros fica mais pesado!
O vento erra a direção;
A vida fecha a cortina antes do tempo.
Quando um artista se vai
Oriso é interrompido;
O piado da coruja fica assombrado;
E o coração da plateia dispara acelerado...
Quando um artista se vai, o choro é chuva!
A chuva é triste!
A tristeza se estampa nos rostos dos que ficam...
A arte se atordoa,
Tudo fica desarrumado.
Depois o tempo ensina,
A vida vai dando a direção
E o coração é compensado.
O palco da vida ganha novas cores,
A cortina volta a ser aberta
E um novo espetáculo é encenado:
Os pássaros abrem as asas,
Os ventos trazem novos ares,
O coro cênico é novamente afinado
E o artista partido faz das nuvens
O seu novo palco!
Vai, artista, vai...
Vai para o seu voo eterno
De asas abertas
Respirar novos ares...
Vai aboiar para os anjos!
Vai fazer cordel para os querubins!
Vai escrever nova Rota para o cangaço...
Sua arruaça na terra será sempre lembrada
Porque quando um artista arruma as malas
E parte
Ele estreia na eternidade
Aquele espetáculo dos mistérios
Que a gente da terra ainda não sabe...
Quando um artista parte...
É saudade, só saudade!



Homenagem de Marcus Vinicius ao amigo Sizinho Júnior

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Participei do quadro Gente Resistente, do programa Manhã TCM, com Daniela Silveira



        No último dia 13 eu participei do quadro Gente Resistente, do programa Manhã TCM, apresentado por Daniela Silveira e Lamonier Araújo.

       O quadro é de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Mossoró e conta a história de servidores da cidade que têm o trabalho relevante prestado ao município. 

        "Fiquei surpreso com a indicação. Sei que na cidade de Mossoró tem muita gente boa. A ideia de promover e mostrar a dedicação dos servidores à cidade, fortalece os laços entre o poder público e os funcionários. Estou honrado. Aceito contar um pouco da minha história". Assim comentei ao receber a indicação. 

        E foi uma indicação que celebra meus serviços prestados ao longo de quase 30 anos ao público mossoroense. Estou muito feliz. E quero agradecer àqueles que fizeram com esta indicação fosse possível. Meu esforço diário sendo valorizado e visualizado. 

         Iniciei no serviço público no início dos anos 90. De lá para cá, eu passei por várias funções, dentre elas, professor, atendente de pesquisa, auxiliar de pesquisa, recepcionista, auxiliar de serviços gerais, instrutor esportivo e outros mais. Sempre com dedicação de quem teve, no comércio local, uma escola laboral. 

        Hoje eu tenho acúmulo de funções com muito orgulho e presto serviços à Fundação Vingt-un Rosado na organização do seu acervo nas dependências da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, onde sou lotado desde 2005. 

        Quem quiser assistir, poderá acessar o site https://tcmplay.com.br/ e procurar pelo programa Manhã TCM do dia 13 de setembro. 


segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Triste notícia para os estudiosos do cangaço

 


Eu recebi na noite de hoje, a triste notícia para os estudos do cangaço: a morte do amigo pesquisador Cizinho Júnior. 

Cizinho era um grande entusiasta da temática cangaço. Há pouco mais de um ano estreou o canal no YouTube, na Rota do Cangaço. 

Eu fui um grande incentivador do seu trabalho. Em pouco tempo ele conquistou seu espaço e estava em crescimento. 

Em outubro passado, a Fundação Vingt-un Rosado presenteou Cizinho com um kit literário com 100 obras da Coleção Mossoroense. Inclusive, ele agradeceu publicamente o presente. 

A ação fez parte das homenagens ao centenário de Vingt-un Rosado visando expandir, valorizar e fomentar a literatura potiguar através da Coleção Mossoroense.

A felicidade de Sizinho estava presente nas suas palavras, gravada em vídeo e postado em seu canal: "Quero agradecer ao meu amigo Eriberto Monteiro, da Fundação Vingt-un Rosado, que nos enviou um material em reconhecimento ao nosso trabalho". 

Ele também agradeceu publicamente o presente. Seu agradecimento foi postado no seu Facebook, e assim dizia: "Acabei de ganhar este kit de livros da Coleção Mossoroense / Fundação Vingt-un Rosado e academia mossoroense de letras, em reconhecimento pelo nosso trabalho do canal Na Rota do Cangaço. Agradeço a cada um de vocês que nos acolhe com tanto carinho”.

Pessoalmente, ainda tive um encontro com o mesmo durante um evento na "Baixa da égua", localizado no Ilha de Santa Luzia, em Mossoró/RN. 

Só lamento a grande perca de Cizinho Júnior. Além de um grande amigo, um grande pesquisador. Perde toda sociedade. 

Vá em paz, meu irmão, meu camarada. Sentirei saudade. 





Imagem: https://www.mcnish.com.br/2016/01/associacao-cultural-esporte-clube-baraunas-rn.html


        Hoje tem estreia da Associação Cultural Esporte Clube Baraúnas no campeonato estadual do Rio Grande do Norte.

        Convido os internautas a soltar o Leão com o Pagode do Leão, letra e música de minha autoria e tem como intérprete, Wellington Moreno com a banda de pagode, Chocolate Sensual. 

        A música foi gravada no estúdio da rádio Santa Clara FM 105, Show de bola, com Dantas Júnior e Ênio Ticiano. 

        Acompanhe pelo link https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=k7LWCafLOig&t=12s e compartilhe. 

        São dois grupos na primeira fase. O grupo A é formado pelas sequintes equipes: Potyguar (Currais Novos); Baraúnas e Mossoró (Mossoró); e Parnamirim (Parnamirim). 

    O grupo B é formado pelas seguintes equipes: Alecrim e Riachuelo (Natal); Visão Celeste (Parnamirim) e Palmeira (Goianinha).

    A primeira rodada terá o clássico mossoroense entre Baraúnas e Mossoró Esporte Clube, no Nogueirão; Parnamirim versus Potyguar, em Parnamirim; Visão Celeste contra o Riachuelo, em Ceará Mirim e Palmeira contra Alecrim, em Goianinha. 


SOLTE O LEÃO

sábado, 11 de setembro de 2021

Minha participação no lançamento da obra Memorial da Câmara Municipal de Mossoró



        No último dia 2 de setembro eu participei do lançamento de mais uma obra com o selo da Coleção Mossoroense.

        A obra é uma parceria entre a Fundação Vereador Aldenor Nogueira e a Fundação Vingt-un Rosado, esta, mantenedora da Coleção Mossoroense e celebra 4 importantes feitos: O aniversário da Câmara Municipal de Mossoró (167 anos), da Coleção Mossoroense (71 anos) e os centenários de Raimundo Soares de Brito e de Vingt-un.

        O livro não está disponível para venda e será amplamente doado para bibliotecas, escolas, museus universidades, entidades outras e sociedade em geral.

        No momento do lançamento, estiveram presente ex-vereadores, atuais vereadores, representantes de instituições culturais e/ou educacionais e representantes da sociedade.

        Eu estive representando a Fundação Vingt-un Rosado, em nome do seu presidente Dix-sept Sobrinho, e a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, na pessoa de Rafaela Costa.

        Minha participação foi anunciada pelo cerimonialista Fausto Maia a partir de 26m47.

        Para acompanhar a cerimônia de lançamento, o internauta poderá acessar o do canal da Fundação Vingt-un Rosado pelo link https://www.youtube.com/watch?v=Ig9rtMcKjfM gravado pela equipe da TV Câmara e compartilhado no canal da Câmara Municipal de Mossoró CMM.

        A obra é assinada, além da minha pessoa, pelos pesquisadores Raimundo Soares de Brito (In memoriam) e Edilson Segundo.


sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Estive participando da edição 414 do programa Foro de Moscow

 


        Eu estive participando da edição 414 do Foro de Moscow, programa on-line, via YouTube e Facebook de análises politicas e temáticas variadas que merecem destaque. 

        O programa tem uma linha progressista e é apresentado pelos jornalistas Robson William e Bruno Barreto.   

        Minha participação foi para falar sobre o livro Memorial da Câmara Municipal de Mossoró, lançado no último dia 2, no parlamento mossoroense. 

        Sou fanzaço dos dois. Minha admiração por eles e pelo seu público qualificado faz com que eu acompanhe o programa diariamente, seja ao vivo ou pelo Canal do YouTube Agência Moscow. 

        Fiquei muito honrado pelo convite e estarei disponível para retornar a esta audiência qualificada. 

        Querem fazer parte da audiência qualificada, acompanhar os vídeos e entrar para a comunidade da Agência Moscow ? Basta acessar o link https://bit.ly/2SX0dFH

        Grande abraço aos amigos Bruno Barreto e Robson William.



domingo, 5 de setembro de 2021

Um livro de presente para você - Por Marcos Ferreira

        

Imagem: reprodução http://blogcarlossantos.com.br/


        Não compre fuzil, compre um livro. O livro é a arma de grosso calibre mais poderosa do mundo. Penetra a blindagem da ignorância e liberta as pessoas da escuridão e da miséria sociocultural. Quem diz que você, em vez de feijão, deve comprar um fuzil, antes de mais nada, é um canalha. Sim. Canalha fascista, um brucutu tão sensível quanto uma bigorna, inimigo da educação e da cultura.

        O povo passando fome, gente esmolando nas ruas, em toda parte, e essa cavalgadura demoníaca, por ora aboletada na Casa de Vidro, dando coices contra os brasileiros mais necessitados. Amanhã, no entanto, como diz a canção, vai ser outro dia, e esse ferrabrás será expelido da vida pública deste país.

        Portanto, não compre fuzil nenhum. Isso é mera bravata de um sacripanta que é forte candidato a ocupar uma cela em Bangu 8. Adquira, primeiramente, o mínimo necessário à subsistência, o pão de cada dia, o feijão. Se sobrar, compre um livro de presente para você. Ou o ofereça àquela pessoa a quem você admira. “Dar livro é, além de uma gentileza, um elogio”. Palavras de Sêneca.

        Quanto tempo faz que você não dá a si próprio (ou a si própria) um livrinho de presente? Talvez há anos. Falo por mim, pois estou em débito comigo. Deste mês, porém, não passa. E se hoje eu tirar algum na borboleta, aí é que vou depressa a uma livraria. A gente já se priva de tanta coisa, não é mesmo? E nisso os livros, principalmente, vão ficando em segundo, terceiro ou quarto plano.
        Outro dia vi uma postagem da amiga e leitora Rozilene Ferreira da Costa, no Instagram, exibindo um belíssimo livro que ganhara de Eduardo, seu digníssimo esposo. Pelo que conheço Rozilene, tenho certeza de que ela ficou com um sorriso de orelha a orelha quando lhe foi entregue o referido presente.
        O escritor Monteiro Lobato, ao contrário da mentalidade grotesca desse Capitão Caverna que hoje acanalha o Brasil, dizia que um país se faz com homens e livros. Ainda creio que um dia, como na canção do Chico Buarque, esta terra vai cumprir seu ideal. Precisamos, contudo, de mais investimentos na educação e na cultura. Enquanto isso não chega, dentro do possível, compremos livros.
        Ler é uma forma de insubordinação mental, de insurgência contra a máquina perversa desse governo que trabalha tão só para que a grande maioria dos brasileiros seja cada vez menos instruída. Um povo ignorante é muito mais facilmente enganado e manipulado. Por isso é que precisamos de leitura.
        Compre um livro de presente para você ou, repito, ofereça-o a alguém de sua estima. Tomem por exemplo o marido da Rozilene.
        Ler um bom livro (carece que seja bom!), afora o aspecto da autoinstrução e enriquecimento humanístico, é também um ato político. A leitura, senhoras e senhores, é quebradora de grilhões, arquirrival de amarras e mordaças. Um povo lido e instruído está imune a diversas enfermidades sociais. Em uma nação onde sua gente tem acesso a livros e é estimulada a ler há menos desigualdade.
        O solitário (ou não) exercício da leitura é a viagem mais profunda e segura que podemos experimentar. Por que pagar uma fortuna que pode lhe custar os olhos da cara por uma viagem num transatlântico, quando você pode usufruir de mais belezas e emoções lendo, por exemplo, as Vinte Mil Léguas Submarinas, do francês Júlio Verne? Eu, que temo o alto-mar, prefiro as águas da literatura.
        Livros são tão essenciais para o nosso fortalecimento quanto o cálcio e a proteína. Até o ricaço Bill Gates deu o seguinte depoimento: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever — inclusive a sua própria história”.
        Menos afortunado do ponto de vista econômico, mas riquíssimo na arte da palavra escrita, o genial Mario Quintana nos brinda com esta bela historieta: “De um autor inglês do saudoso século XIX: O verdadeiro gentleman compra sempre três exemplares de cada livro: um para ler, outro para guardar na estante e o último para dar de presente”. Pois é, eis a beleza de um livro de presente.
        Sei que as coisas não estão nada fáceis, sobretudo devido à subida estratosférica do preço dos alimentos, do gás de cozinha, da gasolina, etc., porém torço que você encontre um respiro financeiro, e se permita presentear com uma obra literária daquele autor que há muito você almeja ler ou até reler.
        De minha parte, ao menos por hoje, vou esperar o resultado do jogo do bicho. Quem sabe finalmente dê a borboleta na cabeça. Por que não? Nunca se sabe onde a bendita roleta vai estacionar. Aí, como eu disse, irei a uma livraria logo que o senhor Raimundo Gago, o cambista, me trouxer a grana do prêmio. Hoje há de sair a borboleta! Torçam por mim, prezado leitor e gentil leitora.
        O hábito de ler, a leitura de grandes autores e obras, é algo que nos resgata da indigência mental; a um só tempo nos liberta, enriquece, fortalece. “Todo dia, devíamos ler um bom livro, uma boa poesia, ver um quadro bonito, e, se possível, dizer algumas palavras sensatas”, aconselha o poeta Goethe.
        Você merece um desses presentes. Já cantei o tema da leitura em verso e prosa. Julgo oportuno, para fim de papo, reproduzir aqui o seguinte poema. Tem a ver com a redenção que os livros nos possibilitam. Ei-lo:

Liberdade de pensamento
Liberte-se mentalmente,
Não fique tão à mercê
Do que se diz na imprensa,
Na internet ou na tevê…
Curta mais a liberdade
De curtir ser mais você.
Abra um livro, leia mais.
É mais livre quem mais lê.


Marcos Ferreira é escritor