sexta-feira, 22 de outubro de 2021

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Parabéns ao Orgulho de Mossoró

Antonio Francisco Teixeira 
 Nosso poeta maior 
 Alegra a população 
 E o que está ao seu redor 
 Show man por onde passa 
 Seja palco, seja calçada 
 Orgulho de Mossoró 
 Dez cordeis num cordel só 
 Sete contos de Maria 
 A casa que a fome mora 
No topo da poesia 
 Um bairro Lagoa do Mato 
 Um conto bem contado 
 Muito mais do que eu queria 
 Aquela dose de amor 
 Ataque de Lampião 
 A lenda da ilha amarela 
 Os animais têm razão 
 Uma carrada de gente 
 Antonim Francisco é diferente 
 Antonim Francisco é nosso irmão 
 Irmão de fé camarada 
 O feiticeiro do Sal 
 De calça curta e chinela 
 A resposta para todo mal 
 No duelo da bengala 
 Antoim Francisco exala 
 Poesia collossal

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Passei pelo crivo laboral


Nestes últimos dias, a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte teve algumas mudanças. Meu trabalho foi colocado à prova e, graças a Deus, eu passei pelo crivo. Passei, não por achar melhor do que ninguém, mas por mostrar minha dedicação ao longo dos 16 anos de trabalho nesta instituição com acúmulo de função nos mais diversos setores. 
Durante todo o período de esforço nesta instituição, foram levados em conta minha produção laboral, minha iniciativa, minha vontade, minha dedicação e minha capacidade de trabalho. Todos têm, porém, alguns mais do que o outro. 
E já retorno (sem sair) com um desafio a cumprir. E como gosto de desafios, vamos que vamos... Quero agradecer a todos que torceram, oraram por mim e endereçaram palavras de carinho. Venham culturar comigo. Juntos somos mais fortes...

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Saudades do meu amigo João Carlos Brito

 



Esta imagem foi registrada no dia 10 de julho de 2019, durante a comemoração do meu aniversário, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró. Jamais poderia imaginar que aquela seria a data do nosso último encontro.

Sinto saudades dos nossos encontros, que, invariavelmente, se transformavam em verdadeiras festas. Eram momentos de alegria, amizade, música, conversas e muitas histórias para contar.

Hoje, nosso violão se calou... Sua voz se calou... Mas as lembranças continuam vivas, ecoando no coração daqueles que tiveram o privilégio de compartilhar sua amizade.

Você era amado, meu amigo. Sempre foi amado e continuará sendo...

Sua partida deixou uma lacuna imensa em nossas vidas, um vazio que o tempo talvez amenize, mas jamais conseguirá preencher completamente.

Não sei o que se passava em sua cabeça naqueles momentos de solidão e profunda tristeza. Queria tanto ter estado ao seu lado para conversarmos, tocarmos nosso violão e sorrirmos juntos, como tantas vezes fizemos...

Ah, meu amigo! Quantas lembranças!

Nossos momentos futebolísticos, musicais, jornalísticos e históricos... Nossas conversas intermináveis, nossas resenhas, nossas brincadeiras e aquela alegria tão nossa de transformar qualquer encontro em uma celebração da amizade.

Ah, cara... Que coisa triste!

Faltam palavras e sobram emoções...

Restaram as fotografias, as histórias, as saudades e a certeza de que algumas amizades não terminam com a despedida. Permanecem para sempre dentro de nós.

Fique com Deus, meu amigo João Carlos Brito. Somente Ele poderá confortar nossos corações atribulados e nos dar forças para conviver com a sua ausência.

O violão silenciou, a voz se calou, mas a amizade continuará ecoando para sempre em nossas lembranças.

Saudades eternas, meu amigo!


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Feliz dia do Nordestino




"oxe", "mainha", "danôsse", "eita mulesta", "arrede o pé", "xero no cangote", "maluvido", "que presepada é essa?", "oh desmantelo", "visse? visse", "uó", "deixe de pantim", "caba da peste", "marrapaz/marmenino", "iapois?", "mundiça", "vareit", "fi duma egua", "catrevagem", "bom que só", "valei-me", "pegue o beco", "pia", "bença?", "virado na peitica", "cagada e cuspida", "deixe de aperreio", "se avexe não", "miserávi", "cabosse", "deixe de brabeza", "arriado os 4 pneus", "o pobe", "arrudeia", "onde eu fui amarrar meu jegue?", "o bixinho", "pare de bulir aí", "e foi, foi?"," vôti", "ah disgrama", "destá", "diabéisso?", "tá cum a bixiga, tá cum a mulesta", "infeliz das costas ôca", "ai dento", "lá em riba", "uma ruma", "sou teus pariceiro não", "feito a gota serena", "eu acho é pouco", "abestalhado", "num fresque não", "se não foi, eu cegue", "ta tronxo".

Feliz dia dos donos das melhores gírias, do sotaque mais lindo, do povo mais alegre e mais arretado que existe.

Oxente, cê num tá vendo que a gente é Nordeste?

Feliz dia do nordestino. Povo arretado...


sexta-feira, 1 de outubro de 2021

EZEQUIEL ZUZA DE OLVEIRA - LEMBRANÇA DO MEU TIO

Imagem: Relembrando Mossoró


Esta semana, minhas lembranças me levaram ao meu querido tio materno, Ezequiel Zuza de Oliveira, que faleceu em abril passado, vítima da Covid-19.

Durante muitos anos, meu tio trabalhou como vendedor ambulante pelas ruas de Mossoró, especialmente na Praça Dom João Costa, popularmente conhecida como Praça do Diocesano ou Praça do Colégio Supletivo. Era uma figura conhecida por muitos mossoroenses, que certamente ainda guardam lembranças de sua presença naquele espaço.

Recentemente, deparei-me com uma publicação no grupo Relembrando Mossoró, que noticiava seu falecimento. Ao ler as inúmeras mensagens de carinho, solidariedade e respeito dirigidas a ele e à nossa família, senti uma mistura de saudade, tristeza e gratidão.

Como qualquer ser humano, meu tio tinha seus defeitos e suas virtudes. Mas uma coisa jamais poderei esquecer: o enorme carinho que sempre demonstrou por mim.

Ele era como um pai. Desde a minha infância, foi, em inúmeras ocasiões, meu protetor, alguém que me acolhia e me fazia sentir amado. E esse sentimento atravessou os anos, acompanhando-me até a vida adulta.

Recordo-me de um dos nossos últimos encontros. Naquela ocasião, ele mencionou uma reportagem de minha autoria exibida pela TV Cabo Mossoró (TCM). Falou do orgulho que sentia de mim, seu sobrinho. Entre palavras emocionadas, abraçou-me fortemente e chorou em meus braços.

Aquela cena permanece viva em minha memória. Hoje, ao recordá-la, compreendo ainda mais o valor daquele abraço, daquelas lágrimas e das palavras sinceras que saíram de seu coração.

Sua partida também me faz refletir sobre um período doloroso de nossa história. É impossível não sentir indignação ao lembrar que tivemos um governo que se proclamava patriota, mas cuja condução da pandemia, marcada por atitudes e omissões, deixou tantas famílias desamparadas diante de uma tragédia que exigia responsabilidade, humanidade e compromisso com a vida.

Dói pensar que tantas pessoas, entre elas meu querido tio, partiram sem a oportunidade de viver por mais tempo, de compartilhar outros abraços, outras conversas e tantos momentos que jamais acontecerão.

Mas minhas lembranças de Ezequiel vão muito além de sua partida. Elas percorrem os caminhos da minha infância, os anos de convivência, os gestos de proteção, as demonstrações de afeto e o orgulho que ele sentia por mim.

É assim que desejo guardá-lo na memória: como o tio carinhoso, o homem simples que percorreu as ruas de Mossoró em busca de seu sustento e, sobretudo, como alguém que ocupou um lugar imenso em minha vida.

Lamento sua partida, meu querido tio. Lamento os abraços que não poderemos mais trocar. Lamento as vidas interrompidas e as oportunidades perdidas. Lamento a falta de humanidade daqueles que deveriam proteger seu povo.

Lamento...

E, acima de tudo, sinto saudades.

Descanse em paz, meu querido tio Ezequiel.