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Um espaço dedicado à arte, à literatura, à música, à fotografia, à pesquisa histórica e à valorização da cultura em suas mais diversas manifestações. Neste blog pessoal, Eriberto Monteiro compartilha suas produções como aprendiz de escritor, poeta, cordelista, compositor, músico, fotógrafo, artista plástico e pesquisador, além de abrir espaço para obras, talentos e iniciativas de artistas, escritores e colaboradores. Aqui você encontra cultura, histórias, memórias e manifestações artísticas.
Esta imagem foi registrada no dia 10 de julho de 2019, durante a comemoração do meu aniversário, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró. Jamais poderia imaginar que aquela seria a data do nosso último encontro.
Sinto saudades dos nossos encontros, que, invariavelmente, se transformavam em verdadeiras festas. Eram momentos de alegria, amizade, música, conversas e muitas histórias para contar.
Hoje, nosso violão se calou... Sua voz se calou... Mas as lembranças continuam vivas, ecoando no coração daqueles que tiveram o privilégio de compartilhar sua amizade.
Você era amado, meu amigo. Sempre foi amado e continuará sendo...
Sua partida deixou uma lacuna imensa em nossas vidas, um vazio que o tempo talvez amenize, mas jamais conseguirá preencher completamente.
Não sei o que se passava em sua cabeça naqueles momentos de solidão e profunda tristeza. Queria tanto ter estado ao seu lado para conversarmos, tocarmos nosso violão e sorrirmos juntos, como tantas vezes fizemos...
Ah, meu amigo! Quantas lembranças!
Nossos momentos futebolísticos, musicais, jornalísticos e históricos... Nossas conversas intermináveis, nossas resenhas, nossas brincadeiras e aquela alegria tão nossa de transformar qualquer encontro em uma celebração da amizade.
Ah, cara... Que coisa triste!
Faltam palavras e sobram emoções...
Restaram as fotografias, as histórias, as saudades e a certeza de que algumas amizades não terminam com a despedida. Permanecem para sempre dentro de nós.
Fique com Deus, meu amigo João Carlos Brito. Somente Ele poderá confortar nossos corações atribulados e nos dar forças para conviver com a sua ausência.
O violão silenciou, a voz se calou, mas a amizade continuará ecoando para sempre em nossas lembranças.
Saudades eternas, meu amigo!
Feliz dia dos donos das melhores gírias, do sotaque mais lindo, do povo mais alegre e mais arretado que existe.
Oxente, cê num tá vendo que a gente é Nordeste?
Feliz dia do nordestino. Povo arretado...
Esta semana, minhas lembranças me levaram ao meu querido tio materno, Ezequiel Zuza de Oliveira, que faleceu em abril passado, vítima da Covid-19.
Durante muitos anos, meu tio trabalhou como vendedor ambulante pelas ruas de Mossoró, especialmente na Praça Dom João Costa, popularmente conhecida como Praça do Diocesano ou Praça do Colégio Supletivo. Era uma figura conhecida por muitos mossoroenses, que certamente ainda guardam lembranças de sua presença naquele espaço.
Recentemente, deparei-me com uma publicação no grupo Relembrando Mossoró, que noticiava seu falecimento. Ao ler as inúmeras mensagens de carinho, solidariedade e respeito dirigidas a ele e à nossa família, senti uma mistura de saudade, tristeza e gratidão.
Como qualquer ser humano, meu tio tinha seus defeitos e suas virtudes. Mas uma coisa jamais poderei esquecer: o enorme carinho que sempre demonstrou por mim.
Ele era como um pai. Desde a minha infância, foi, em inúmeras ocasiões, meu protetor, alguém que me acolhia e me fazia sentir amado. E esse sentimento atravessou os anos, acompanhando-me até a vida adulta.
Recordo-me de um dos nossos últimos encontros. Naquela ocasião, ele mencionou uma reportagem de minha autoria exibida pela TV Cabo Mossoró (TCM). Falou do orgulho que sentia de mim, seu sobrinho. Entre palavras emocionadas, abraçou-me fortemente e chorou em meus braços.
Aquela cena permanece viva em minha memória. Hoje, ao recordá-la, compreendo ainda mais o valor daquele abraço, daquelas lágrimas e das palavras sinceras que saíram de seu coração.
Sua partida também me faz refletir sobre um período doloroso de nossa história. É impossível não sentir indignação ao lembrar que tivemos um governo que se proclamava patriota, mas cuja condução da pandemia, marcada por atitudes e omissões, deixou tantas famílias desamparadas diante de uma tragédia que exigia responsabilidade, humanidade e compromisso com a vida.
Dói pensar que tantas pessoas, entre elas meu querido tio, partiram sem a oportunidade de viver por mais tempo, de compartilhar outros abraços, outras conversas e tantos momentos que jamais acontecerão.
Mas minhas lembranças de Ezequiel vão muito além de sua partida. Elas percorrem os caminhos da minha infância, os anos de convivência, os gestos de proteção, as demonstrações de afeto e o orgulho que ele sentia por mim.
É assim que desejo guardá-lo na memória: como o tio carinhoso, o homem simples que percorreu as ruas de Mossoró em busca de seu sustento e, sobretudo, como alguém que ocupou um lugar imenso em minha vida.
Lamento sua partida, meu querido tio. Lamento os abraços que não poderemos mais trocar. Lamento as vidas interrompidas e as oportunidades perdidas. Lamento a falta de humanidade daqueles que deveriam proteger seu povo.
Lamento...
E, acima de tudo, sinto saudades.
Descanse em paz, meu querido tio Ezequiel.