quinta-feira, 26 de agosto de 2021

LITERATURA MOSSOROENSE - PRESENTE DO ESCRITOR EDUARDO EZUS: A OBRA “TERÇA DIMINUTA”


A literatura mossoroense continua revelando talentos e reafirmando a riqueza da nossa produção cultural. Desta vez, tive a satisfação de ser presenteado com a obra Terça Diminuta, do escritor mossoroense Eduardo Ezus. Uma publicação que merece ser conhecida e prestigiada pelos amantes da poesia.

O presente chegou pelas mãos do próprio autor, que esteve nas dependências da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró, onde deixou gentilmente um exemplar destinado a mim e outros dois para integrar o acervo da instituição.

O gesto de Eduardo merece reconhecimento não apenas pela generosidade, mas também pelo compromisso com a valorização da literatura e com a democratização do acesso ao livro.

Na ocasião, o escritor também participou da campanha de adoção de obras da Coleção Mossoroense, iniciativa promovida pela Fundação Vingt-un Rosado, em parceria com a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte e com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Mossoró.

A campanha representa uma importante contribuição para a preservação e a circulação da produção literária e histórica da nossa região, fortalecendo o vínculo entre escritores, leitores e instituições culturais.

Ao conhecer Terça Diminuta, fiquei particularmente encantado com a sensibilidade poética de Eduardo Ezus e sua habilidade na construção de haicais, uma forma de poesia de origem japonesa caracterizada pela brevidade, pela concisão e pela capacidade de transmitir sentimentos e percepções em poucos versos.

É justamente nessa aparente simplicidade que reside uma das grandes virtudes desse gênero literário: dizer muito utilizando poucas palavras.

Eduardo demonstra talento ao explorar essa linguagem poética, convidando o leitor a perceber a beleza dos pequenos acontecimentos, das emoções e das sutilezas do cotidiano.

É gratificante perceber que Mossoró continua produzindo literatura de qualidade, por meio de escritores que encontram na palavra uma maneira singular de interpretar e expressar o mundo.

A obra recebeu o selo editorial da Off Set e teve sua publicação viabilizada com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio das instituições e órgãos culturais envolvidos na execução dessa política de incentivo à cultura, entre eles a Fundação José Augusto, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte e o Governo Federal.

Esse apoio demonstra a importância das políticas públicas de fomento à cultura, especialmente para os escritores independentes, que frequentemente enfrentam dificuldades para publicar e divulgar suas produções.

Aproveito este espaço para agradecer publicamente ao escritor Eduardo Ezus pela gentileza, pela atenção e, sobretudo, pela contribuição ao acervo da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte.

Iniciativas como essa ajudam a aproximar a produção literária da comunidade e reforçam o papel das bibliotecas públicas como espaços de preservação da memória, difusão do conhecimento e incentivo à leitura.

Para os interessados em conhecer a obra, Terça Diminuta foi disponibilizada pelo valor de R$ 15,00, podendo ser adquirida por meio das redes sociais do autor ou na Livraria Cooperativa Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), conforme as informações divulgadas à época.

Fica aqui o convite aos leitores para conhecerem e prestigiarem o trabalho de Eduardo Ezus.

Parabéns, Eduardo. Que sua poesia continue encontrando leitores, despertando sentimentos e enriquecendo o patrimônio literário de Mossoró.

Afinal, valorizar os nossos escritores é também reconhecer, preservar e fortalecer a identidade cultural da nossa terra.







 

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Lembrança boa de uma visita agradável


O Facebook hoje compartilha uma lembrança boa de uma visita agradável. Foi nesta data, há 2 anos que o professor Tales Augusto visitou a Fundação Vingt-un Rosado e lá encontrou e foi recebido pelos funcionário público municipais, Maurílio Carneiro e eu. 

E assim comentou Tales em suas redes sociais: "Em visita a COLEÇÃO MOSSOROENSE a conversa foi muito boa com o Eriberto e o Maurílio. Pessoas que cuidam de um dos mais preciosos tesouros da cidade de Mossoró, estado e até do nosso país. Uma coleção que está caminhando para mais de 5.000 títulos, devemos conhecer este acervo, o ler e o divulgar. Muito obrigado por toda a estima e receptividade. Namastê, amigos!"

Muito bacana quando recebemos a visita de uma pessoa tão preocupado com nossa história e muito para ensinar.

Volte sempre, professor Tales Augusto. As portas estarão sempre abertas...

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Honra em participar da Olimpíada de Língua Portuguesa 2021

 


A Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró, foi cenário de mais uma importante atividade de incentivo à leitura e valorização da educação. Em 2021, eu como servidor público e escritor participei da etapa municipal da Olimpíada de Língua Portuguesa, contribuindo com um depoimento para a produção de um minidocumentário sobre a importância das bibliotecas na formação de novos leitores.

E foi como servidor da biblioteca municipal Ney Pontes Duarte eu contribui com minidocumentário produzido durante a etapa municipal da Olimpíada de Língua Portuguesa, ressaltando o papel da leitura na formação educacional e cultural dos jovens.

A atividade contou com a participação da professora Rosenilza Feitosa e da estudante Ranyedja, da Escola Moreira Dias, que foram recebidas pela minha pessoa e pela então diretora da biblioteca, Rafaella Costa.

O encontro proporcionou uma oportunidade de reflexão sobre a importância da leitura no desenvolvimento intelectual, educacional e cultural dos jovens, além de destacar o papel das bibliotecas públicas como espaços de acesso ao conhecimento e de formação cidadã.


A biblioteca como instrumento de transformação


Com 16 anos de atuação na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte à época, eu destaquei a satisfação de participar de iniciativas que estimulam o hábito da leitura, especialmente entre crianças e adolescentes.

E reforço que a biblioteca vai muito além de um espaço destinado ao armazenamento e ao empréstimo de livros. Trata-se de um ambiente de descobertas, aprendizado, convivência e construção do conhecimento.

"A importância da leitura na vida dos jovens é imensurável. Depois de tantos anos trabalhando em uma biblioteca pública, continuo acreditando que incentivar a formação de novos leitores é uma das contribuições mais significativas que podemos oferecer à sociedade. Sempre tive o desejo de ajudar a formar verdadeiros devoradores de livros. É um prazer contínuo, ilimitado, que se renova a cada oportunidade de participar de ações dessa natureza", destaquei.

Minha participação no minidocumentário consistiu na gravação de um depoimento sobre a relevância das bibliotecas públicas no processo de formação de leitores, ressaltando a necessidade de aproximar crianças e adolescentes do universo literário.


Reconhecimento e agradecimento


Após a visita, a professora Rosenilza Feitosa utilizou suas redes sociais para agradecer a acolhida recebida na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte.

"Fomos muito bem recebidos, agradecemos ao exemplar funcionário Eriberto Monteiro e à receptiva diretora, Rafaella C. A. Cabral. Foi um momento muito agradável e enriquecedor", escreveu a educadora.

O reconhecimento foi recebido com satisfação, pois eu considero o atendimento ao público e o incentivo à leitura compromissos fundamentais de minha atuação profissional.

A visita também demonstrou a importância da aproximação entre as escolas e as bibliotecas públicas, fortalecendo iniciativas educacionais que estimulam a pesquisa, a criatividade, a produção textual e o interesse pela literatura.


Literatura de cordel também marcou o encontro


Além da gravação do depoimento, a professora Rosenilza Feitosa e a estudante Ranyedja receberam exemplares do cordel As macaquices do macaco, minha primeira produção nesse gênero literário.

O cordel foi elaborado a partir do texto do livro infantil homônimo, de autoria da escritora Patrícia Zirca, constituindo uma adaptação da narrativa para a linguagem poética da literatura de cordel, manifestação cultural profundamente ligada às tradições nordestinas.

A entrega dos exemplares representou mais um gesto de incentivo à leitura e de valorização da produção literária regional, aproximando a comunidade escolar de uma expressão artística que integra o patrimônio cultural brasileiro.


Incentivar a leitura é investir no futuro


A participação na Olimpíada de Língua Portuguesa 2021 reafirmou o compromisso que eu tenho com a promoção da leitura e a valorização dos espaços públicos de conhecimento.

Como escritor, escritor, professor e servidor municipal, iniciativas dessa natureza merecem ser estimuladas e ampliadas, sobretudo por contribuírem para despertar o interesse dos estudantes pelos livros, pela escrita e pela pesquisa.

O encontro também deixou lembranças positivas e reforçou os vínculos entre a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte e a comunidade escolar mossoroense.

"Foi uma honra participar desse trabalho e receber a professora Rosenilza Feitosa e a estudante Ranyedja, ao lado da diretora Rafaella Costa. As portas da biblioteca estarão sempre abertas para iniciativas que valorizem a educação, a cultura e a formação de novos leitores. Que possamos continuar despertando nas novas gerações o prazer de descobrir o mundo através dos livros", assim expressei a honra em participar desse projeto. 


quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Secretário Municipal de Cultura de Mossoró visita espaço reservado à Fundação Vingt-un Rosado



O Secretário Municipal de Cultura de Mossoró, Etevaldo Almeida, visitou espaço reservado à Fundação Vingt-un Rosado, localizado no terceiro andar da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte. 

A visita foi feita durante a entrevista para a campanha Adote Obras da Coleção Mossoroense, promovida pela Fundação Vingt-un Rosado em parceria com a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, com apoio da Secretaria de Cultura de Mossoró.  

A foto é destaque no site da Prefeitura Municipal de Mossoró (https://www.prefeiturademossoro.com.br/noticia/campanha-adote-obras-da-colecao-mossoroense-distribui-livros-gratuitamente-para-leitores).

A reportagem foi pela pelo jornalista Adneison Severiano e a fotografia de Allan Phablo/PMM.

domingo, 15 de agosto de 2021

Academia Mossoroense de Artistas Plásticos (AMARP) visita o Memorial e familiares de Chico Carão, patrono da neoacadêmica, Magaly Holanda

 

A Academia Mossoroense de Artistas Plásticos (AMARP) visitou o Memorial e familiares de Francisco das Chagas Barbosa, conhecido como Chico Carão, patrono da neoacadêmica, Magaly Holanda.

O memorial em homenagem a Chico Carão está localizado na rua Epitácio Pessoa, 460, bairro Bom Jardim, em Mossoró/RN, residência onde o mesmo morou até sua morte. Chico, além de artista plástico, também era aderecista, carnavalesco, desenhista e artesão

O momento contou com a participação de Franci Dantas, presidente da AMARP; da neoacadêmica Magaly Holanda, dos familiares de Chico Carão, Francisca Dantas Barbosa (esposa), Antonio Pintor (irmão) Maria da Conceição Barbosa (filha), Ana Paula Barbosa (filha), Raniere Dantas Barbosa (Filho) e Francisco Barbosa Silva (sobrinho).

Segundo Franci Dantas, “A AMARP está resgatando artistas visuais dos bairros distantes que fizeram muito pela cultura mossoroense, mas que depois que morreram as pessoas esqueceram. E essas pessoas foram excepcionais nas suas artes”. 

Ultimamente a AMARP está indicando patronos mossoroenses como Boulier, Chico Carão, Biluca, Chico Márcio, Cristina dos Pimpões e outros, relembrando e valorizando seu passado de glória e muitos serviços prestados à cidade de Mossoró nas suas habilidades artísticas.  

“Chico Carão foi escolhido como meu patrono pela sua simplicidade, pela sua origem. Foi escolhido pela sua história que muitas vezes não é vista, mas que precisa que a gente imortalize. Uma pessoa que viveu na simplicidade e que fez a diferença na juventude, a diferença na população”, comentou Magaly Holanda sobre a escolha de Chico Carão como seu patrono, na cadeira 13 da AMARP. 

“Aproveitamos e orientamos os familiares para melhorar o memorial, fazer de uma forma que as fotos não sejam danificadas“. concluiu Franci Dantas em mais um evento sob sua coordenação.



Fonte: https://colecaomossoroense.org.br/

sábado, 14 de agosto de 2021

Lembrança do Facebook apresenta momento especial com meu filhos


O Facebook relembra um grande momento que comemorei ao lado dos meus filhos pelas lentes da TV Cabo Mossoró (TCM). 

E assim seguiu a legenda: "Ser pai não está limitador a gerar um filho ou a uma comemoração comercial do dia dos pais. Ser pai e participar diariamente da vida dos filhos ralar muito pela sua felicidade tenho dupla dádiva de ser pai de dois maravilhosos filhos... a deus obrigado pelos presentes..."

Um momento paterno que jamais esquecerei... 

E que venham sempre outros ao lado deles... 




terça-feira, 10 de agosto de 2021

Registros de uma tentativa de assalto ao BANORTE

 




Estes registros fotográficos são da tentativa de assalto ao BANORTE, em Mossoró/RN, acontecido em maio de 1988, considera da a primeira ação criminosa em banco com refém do Brasil e acontecida no Rio Grande do Norte.

O assaltante, identificado como Reginaldo "Falconi", entrou na agência, fingindo ter uma seringa de sangue contaminado com AIDS e uma arma de brinquedo, rendeu funcionários, clientes e seguranças.

O criminoso fez várias exigências aos reféns, tais como sanduíches e cerveja. Antes dele consumir, exigia que os reféns provassem por medo de envenenamento. Ele exigiu, ainda, uma Kombi para ser utilizada em sua fuga.

Na foto, vemos o registro do radialista Jomar Valença que trabalhou intermediando entre o criminoso e a policia. Foi ele quem trouxe a Kombi, o sanduíche e a cerveja. Ele entregava à funcionária Goreti Silva, que aparece na segunda imagem.

Este acontecimento foi a terceira invasão à agencia bancária no Brasil. Por isso, ganhou destaque na mídia nacional, sendo divulgado, inclusive, pela Rede Globo de Televisão e várias outras emissoras de comunicação.

O fato foi retratado, em livro, pelas mãos do escritor e pesquisador Raimundo Lopes (Raí Lopes). No episódio, Raimundo também foi feito refém, pois ele era um dos caixas da agência bancária, trabalhando no primeiro caixa posicionado de quem entra.

O Livro intitulado “Um dia de Cão” é importante para o entendimento de todo o contexto deste episódio que ficou marcado pela historiografia brasileira. Uma história verídica de um assalto acontecido no interior do nordeste brasileiro contata por quem presenciou e foi refém.

O título do livro retrata um contexto idêntico ao filme homônimo (Um dia de Cão), estrelado pelo ator Al Pacino, de 1975.
   



Obs.: Registros das imagens frontais do banco são de José Rodrigues.


segunda-feira, 9 de agosto de 2021

A casa e minhas convicções - A trincheira de Rodolfo Fernandes: uma controvérsia sobre a resistência de Mossoró ao bando de Lampião

         


            

Uma pesquisa histórica levanta questionamentos sobre a localização da principal trincheira de defesa da cidade durante o ataque de 13 de junho de 1927. Afinal, a fotografia histórica retrata a residência do prefeito Rodolfo Fernandes, atual Palácio da Resistência, ou o imóvel vizinho?

Em junho de 2021, Mossoró celebrou os 94 anos de um dos acontecimentos mais marcantes de sua história: a resistência ao ataque do bando de Lampião, ocorrido em 13 de junho de 1927. O episódio tornou-se símbolo da coragem e da determinação dos mossoroenses que se organizaram para defender a cidade da investida dos cangaceiros.

Sob a liderança do então prefeito Rodolfo Fernandes, civis e militares participaram da organização de um sistema defensivo, com a instalação de trincheiras em pontos considerados estratégicos para enfrentar os invasores.

Entre essas posições, uma das mais importantes estava localizada na residência do próprio prefeito, imóvel que, posteriormente, passou a integrar a estrutura administrativa municipal e que hoje conhecemos como Palácio da Resistência, sede do Poder Executivo mossoroense.

Na ocasião, a residência foi preparada para enfrentar um possível ataque. Fardos de algodão foram utilizados como proteção na parte frontal do imóvel, enquanto homens armados ocuparam posições no telhado e na retaguarda, compondo um sistema de defesa destinado a dificultar a aproximação dos cangaceiros.

A casa de Rodolfo Fernandes tornou-se, assim, um dos principais símbolos da resistência mossoroense.


Uma fotografia e diferentes interpretações


Recentemente, fui convidado para participar da produção de um documentário televisivo dedicado à resistência de Mossoró ao bando de Lampião. A equipe responsável pelo trabalho reuniu pesquisadores e estudiosos da história local, buscando apresentar diferentes aspectos daquele acontecimento.

Durante as gravações, surgiu uma questão que considero particularmente interessante do ponto de vista da pesquisa histórica: a identificação do imóvel retratado em uma conhecida fotografia da trincheira de Rodolfo Fernandes.

Alguns participantes levantaram a possibilidade de que a construção registrada na imagem não fosse a residência do prefeito, mas a casa vizinha, localizada na esquina.

O argumento apresentado estava relacionado à posição estratégica desse segundo imóvel, que, por sua localização, poderia oferecer melhores condições de observação e defesa contra a aproximação dos invasores.

A própria equipe do documentário considerou plausível essa interpretação, chegando à conclusão de que a fotografia poderia representar a residência da esquina, e não a casa de Rodolfo Fernandes.

Entretanto, minha interpretação, fundamentada nas pesquisas que venho realizando, é diferente.


A casa da esquina e a estratégia de defesa


Durante meu depoimento, apresentei uma informação que considero fundamental para compreender a disposição das trincheiras naquela região.

Segundo os relatos históricos que consultei, a casa da esquina, vizinha à residência de Rodolfo Fernandes, chegou a ser considerada para integrar o sistema defensivo. Entretanto, a posição teria sido abandonada por decisão do próprio prefeito.

"A casa da esquina, vizinha à residência do prefeito, seria utilizada como trincheira. Rodolfo Fernandes, porém, achou por bem abandoná-la, mesmo que essa decisão pudesse tornar sua própria posição mais vulnerável ao ataque", relato do livro A Marcha de Lampião, de Raul Fernandes.

É importante observar que a escolha não significa, necessariamente, que o imóvel deixasse de apresentar vantagens estratégicas. Pelo contrário, sua localização poderia contribuir para a proteção das posições próximas.

No entanto, de acordo com a interpretação que sustento, decidiu-se não manter homens naquela residência.

Como alternativa, três defensores foram deslocados para a torre da Capela de São Vicente, outro ponto importante do sistema de defesa organizado para enfrentar os cangaceiros.

Essa informação ajuda a compreender por que a casa da esquina, embora aparentemente favorável à instalação de uma trincheira, não teria sido utilizada da maneira inicialmente planejada.


O Palácio da Resistência e a memória de 1927


Minha convicção de que a fotografia retrata a residência de Rodolfo Fernandes, atual Palácio da Resistência, não surgiu de uma interpretação isolada.

Ela foi construída a partir da leitura de livros, da consulta a relatos e do acompanhamento de pesquisas relacionadas ao ataque de Lampião a Mossoró.

Naturalmente, reconheço que a investigação histórica não pode ser conduzida com base apenas em convicções pessoais. É necessário examinar documentos, confrontar depoimentos, analisar fotografias e considerar novas interpretações sempre que surgirem elementos capazes de ampliar nosso conhecimento.

Entretanto, considero igualmente importante que diferentes pesquisadores tenham espaço para apresentar suas conclusões, independentemente do tempo de experiência ou do reconhecimento que possuam.

A pesquisa histórica não deve ser privilégio exclusivo dos estudiosos considerados mais experientes ou consagrados. A contribuição de cada pesquisador precisa ser avaliada pela consistência de suas fontes, pela coerência de seus argumentos e pela disposição em submeter suas interpretações ao debate.

Não pretendo ser dono da verdade. Muito menos desconsiderar o trabalho de pesquisadores que dedicaram décadas ao estudo da história mossoroense.

Sei reconhecer a importância da experiência e da produção historiográfica daqueles que vieram antes de nós. Mas também acredito que o conhecimento histórico se fortalece quando diferentes interpretações são discutidas com respeito, responsabilidade e fundamentação.

A história permanece aberta à investigação

A resistência de Mossoró ao bando de Lampião continua despertando interesse entre pesquisadores, historiadores, memorialistas e admiradores da história do cangaço.

Mesmo depois de tantas décadas, ainda existem aspectos daquele episódio que merecem estudos mais aprofundados, especialmente no que diz respeito à disposição das trincheiras, à identificação dos imóveis utilizados na defesa e à participação dos personagens envolvidos.

A fotografia atribuída à trincheira de Rodolfo Fernandes é um exemplo de como um registro visual pode suscitar diferentes interpretações e estimular novas investigações.

Para esclarecer definitivamente a questão, seria importante reunir fotografias de diferentes épocas, plantas antigas dos imóveis, documentos relacionados à organização da defesa e depoimentos históricos capazes de confirmar a localização exata das posições ocupadas pelos defensores.

Até que surjam evidências documentais capazes de modificar minha interpretação, continuo sustentando que a fotografia retrata a residência do prefeito Rodolfo Fernandes, imóvel onde hoje funciona o Palácio da Resistência, e não a casa vizinha, situada na esquina.

Acredito, igualmente, que essa residência vizinha, embora apresentasse uma localização estrategicamente favorável, acabou não sendo utilizada como trincheira, conforme os relatos que fundamentam minha pesquisa.

Essa é minha conclusão até o presente momento. Não uma verdade absoluta, mas uma interpretação construída a partir das fontes e informações às quais tive acesso.

Afinal, pesquisar é também reconhecer que o conhecimento está em permanente construção. Novos documentos podem surgir, fotografias podem revelar detalhes até então despercebidos e testemunhos podem contribuir para rever interpretações consideradas consolidadas.

A história não se encerra nas convicções de um pesquisador. Ela se renova a cada descoberta.

E é justamente essa possibilidade de descobrir, questionar e compreender melhor o passado que continua alimentando minha paixão pela pesquisa histórica e pela preservação da memória de Mossoró.





domingo, 8 de agosto de 2021

Grupo vocal e instrumental Queremos Deus celebra 25 anos de fé, música e evangelização em Mossoró

             


           

Fundado em 1996 por José Marcos Lopes, o grupo da Capela de São Vicente construiu uma trajetória marcada pela dedicação à música sacra, à liturgia e à comunidade católica mossoroense.

O grupo nasceu com a proposta de contribuir musicalmente para as celebrações litúrgicas e atividades religiosas da Capela de São Vicente, um dos templos mais tradicionais e historicamente significativos de Mossoró.

A denominação Queremos Deus foi inspirada em um evento de pregação, louvor e evangelização católica realizado em Fortaleza, no Ceará, tradicionalmente no período que antecede o Carnaval.

Ao longo de sua trajetória, o grupo consolidou sua presença nas celebrações religiosas, participando de missas, solenidades, encontros e eventos promovidos pela comunidade católica, tanto em Mossoró quanto em outros municípios da região Oeste do Rio Grande do Norte.


Uma trajetória pessoal marcada pela música


Minha história com o Queremos Deus começou em 1997, quando passei a integrar o grupo como cantor, ao lado do amigo e futuro cunhado Francisco Marinho.

Pouco tempo depois, diante da ausência de Marcelo Lopes, então guitarrista titular, fui convidado a assumir a guitarra, instrumento com o qual permaneci por um longo período, contribuindo para o acompanhamento musical das celebrações.

Durante essa fase, também passei a observar atentamente as apresentações do tecladista Raimundinho, cuja habilidade despertou minha curiosidade e meu interesse pelo instrumento.

Com generosidade e paciência, Raimundinho compartilhou comigo diversas orientações e dicas sobre o teclado, permitindo que eu adquirisse conhecimentos básicos e começasse a compreender melhor suas possibilidades musicais.

Inicialmente, esse aprendizado serviu para que eu pudesse substituí-lo em algumas ocasiões, quando sua presença não era possível.

Com seu afastamento definitivo, surgiu a necessidade de alguém assumir a função de tecladista para garantir a continuidade das atividades do grupo.

Embora minha preferência sempre tenha sido pelo violão, aceitei o desafio. Não me considerava propriamente um tecladista, mas compreendia que o compromisso com o grupo e com a comunidade religiosa estava acima das minhas preferências instrumentais.

Após o afastamente definitiva de Raimundinho, eu passei a desempenhar uma função que, inicialmente, não imaginava assumir de maneira permanente.

Essa experiência representou mais uma etapa importante da minha trajetória musical, marcada pelo aprendizado, pela convivência e pela disposição de colaborar com a missão do Queremos Deus.


Vinte e cinco anos de dedicação à comunidade


Ao completar suas bodas de prata, o Queremos Deus reúne uma história construída por diferentes gerações de músicos e cantores que, ao longo dos anos, contribuíram voluntariamente com seu talento, disponibilidade e compromisso religioso.

Da formação principal que consolidou o grupo como conjunto vocal e instrumental, permanecem José Marcos Lopes, Eriberto Monteiro, Maria Rosimeite Lopes, Evanete Rebouças e Marcondes Lopes.

Mas a história do Queremos Deus não pode ser contada apenas a partir desses que permaneceram. Ela também foi construída por dezenas de pessoas que, em diferentes momentos, integraram suas atividades ou participaram especialmente das celebrações litúrgicas.

Entre os nomes que contribuíram para essa trajetória, recordo com carinho:

Yatagã Menezes, Ferreira Filho, Osmair Firmino, Rayane Tavares, Jéssica Rebeca, Allyssandra Lima, José Nilson, Juridiana Batista, Suênia Sá, Selidan de Sá, Fátima Ribeiro, Francisca Elisabete, Conceição Andrade, Rita de Cássia, Francisca Michelly, Israel Pereira, Marcelo Lopes, Aline Roque, Isabella Lemos, João Batista Neto, Kiscily Raquel, Ismênia Costa, Elisabeth Menezes, Yassoneide Barbalho, Ana Clécia, Ana Carla, Francisco Marinho, Clivanilson Aquino, Maria Cleite, Darliane, Gêmerson, Raimundo, Adna Dantas, Maria José, Márcio, Evanete Rebouças e Glorinha Gurgel.

Certamente, outros nomes também fizeram parte dessa caminhada, alguns por períodos mais longos, outros por participações ocasionais. Se a memória não me permite recordar todos neste momento, isso não diminui a importância de cada contribuição.

A todos, fica o reconhecimento e a gratidão por terem ajudado a construir essa história.

A música como expressão de fé e compromisso

Mais do que um conjunto musical, o Queremos Deus representa uma experiência de convivência, amizade, aprendizado e serviço à Igreja.

Durante esses 25 anos, seus integrantes acompanharam momentos importantes da vida religiosa da comunidade, contribuindo para tornar as celebrações mais participativas e acolhedoras.

A música, nesse contexto, ultrapassa a dimensão artística e assume também uma função espiritual, aproximando as pessoas da oração, da reflexão e da vivência comunitária.

Naturalmente, uma trajetória de duas décadas e meia também é marcada por desafios, mudanças de formação, ausências e adaptações. Entretanto, a disposição de continuar servindo à comunidade tem sido fundamental para a permanência do grupo.

Para mim, particularmente, é motivo de satisfação fazer parte dessa história desde 1997, compartilhando experiências com amigos e familiares e contribuindo, por meio da música, para as atividades religiosas da Capela de São Vicente.


Bodas de prata: uma história que merece ser celebrada


Celebrar os 25 anos do Queremos Deus é reconhecer o esforço coletivo de todos aqueles que, desde sua fundação, dedicaram parte de seu tempo à música e à evangelização.

É também uma oportunidade de agradecer ao seu fundador, José Marcos Lopes, pela iniciativa que deu origem ao grupo e permitiu a construção de uma trajetória que atravessou gerações.

Que esta data sirva não apenas para recordar o passado, mas também para renovar o compromisso com o futuro, incentivando a participação de novos músicos e cantores e assegurando a continuidade desse trabalho.


Parabéns ao grupo vocal e instrumental Queremos Deus pelos seus 25 anos de existência!


Que venham muitos outros anos de música, fé, amizade e dedicação à comunidade católica de Mossoró.

Que Deus abençoe todos os integrantes, antigos e atuais, e aqueles que, de alguma maneira, contribuíram para escrever essa bonita história.

Vida longa ao Queremos Deus!




sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Degustação de uma guloseima vinda diretamente da cidade dos poetas: "Flor do Assu"


Esta semana eu fiz a degustação de uma guloseima vinda diretamente da cidade dos poetas: "Flor do Assu", oferta da professora Gilciane Frutuoso. 

Flor do Assu é uma receita com mais de 80 anos. Essa receita foi criada por Solon Wanderley para agradar uma mulher grávida de sua família que não conseguia comer nenhum tipo de biscoito ou pão da padaria da cidade. 

A guloseima tem formato de estrela e leva, entre outros ingredientes, erva doce e pimenta do reino. 

Segundo a professora Gilciane, "O produto é conhecido em muitos estados brasileiros. Hoje a única padaria que vende o biscoito com sua receita original é a Padaria São Francisco de propriedade do Senhor Antônio Albano".

A degustação não foi feita somente por mim. Aproveitei e dividi entre os meus colegas de trabalho. "Achei ótimo", comentou Marta, assim como Wanderleia Lima que provou e aprovou. 

Rosemeire Lopes Gostou muito e já pensa em outra oportunidade ter outra degustação. "Gostei demais, principalmente pelo gostinho de erva doce e a suavidade da massa. Muito gostosa. De dá água na boca". 

Eu sou suspeito em falar algo a respeito da iguaria assuense, mas não quero deixar de agradecer à professora Gilciane: "Não conhecia o biscoito, é verdade. Conheci e gostei. Obrigado, professora. Fiquei conhecendo e fiquei com gostinho de quero mais..."

 

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Avatares


Entrei na brincadeira para criar meu avatar através do aplicativo Voila. 

Este aplicativo cria desenhos em 2D, 3D e ainda transformam fotos em desenhos realistas, a exemplo dos desenhos dos estúdios Pixar. Estúdio americano de animação por computador com sede na Califórnia.

Além do meu Avatar, também criei dos meus filhos e da minha esposa. 
Uma brincadeira que continuarei e me sentirei um desenhista do melhor estúdio de animação, Pixar.