segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

O sonho de um Papai Noel progressista

               As crianças têm seus sonhos. Fui criança e sei o quanto sonhei. Aliás, ainda sonho. Não com um mundo capitaneado pelo cifrão, mas com uma sociedade transformada pela leitura, pela educação e pela justiça social. Um sonho que nasce da equidade em busca da igualdade, do direito de ser e de existir com dignidade.

As luzes natalinas encantam e hipnotizam nossos olhos, mas não podem nos tornar indiferentes às desigualdades. Precisamos transformar esse encantamento em consciência e ação, fazendo das luzes do Natal uma luz no fim do túnel.

Em meio ao consumismo, o bom velhinho parece ter roubado a cena do menino Jesus. Não o Jesus de olhos azuis, distante de suas origens históricas, mas o Jesus libertador, contestador das injustiças e defensor dos oprimidos.

Que celebremos um Natal comunitário, com os olhos inocentes das crianças, sem perder a capacidade de questionar e transformar a realidade.

Que as luzes do Natal não apenas iluminem nossas cidades, mas também nossas consciências, na esperança de um mundo mais justo, fraterno e igualitário.

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