Após apreciar o meu trabalho, recebi uma mensagem especial de Honório de Medeiros, advogado, escritor e estudioso do cangaço, cujas palavras me emocionaram profundamente.
Com a generosidade de quem leu a obra com atenção e sensibilidade, Honório escreveu:
Antes de tudo, me desculpe a demora em lhe agradecer.
É que, primeiramente, quis ler o livro, me deliciar com ele, mergulhar nessa incursão memorialística com a qual você nos brindou.
Tendo cumprido esse mister, aqui estou agradecido pelo presente. Um presente, para mim, sem igual, não tenha dúvida.
Não vou sequer lhe dizer o quanto o livro está bom, tecnicamente. Isso você já deve ter escutado muito, nas terras de Santa Luzia.
Mas quero lhe dizer do quanto fiquei emocionado em ler diversas vezes o nome do meu pai e o carinho com o qual ele foi tratado.
Lá onde ele está tenho certeza que com seu sorriso sereno ele lhe abençoou seguidamente.
Não tem muita valia minha bênção, mas mesmo assim ouso lhe dizer: Deus lhe abençoe!
Ao terminar de ler essas palavras, fiquei arrepiado! Confesso que é difícil traduzir em palavras a emoção de receber um reconhecimento tão sincero, sobretudo quando ele vem acompanhado de uma demonstração de afeto e gratidão pela maneira como registrei a memória de alguém tão importante para sua família.
Mais do que um elogio à obra, a mensagem de Honório de Medeiros representou, para mim, a confirmação de que preservar a história e a memória das pessoas é também uma forma de tocar corações, fortalecer laços e manter vivas as lembranças daqueles que fizeram parte da nossa caminhada.
Naquele momento, compreendi mais uma vez que escrever sobre a história é também escrever sobre vidas, sentimentos e legados.
E, diante de uma mensagem tão comovente, só me resta agradecer a Deus e à vida pela oportunidade de contribuir para a preservação da memória de Mossoró e de seus personagens.
Obrigado, Honório, pela leitura, pelo carinho e, sobretudo, por suas palavras. Recebo sua bênção com profunda gratidão e emoção.

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