A fotografia que resgato do velho Baú do Betinho registra a equipe do Codó Futebol Clube (CFC), em 1998, no campo da então Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte (ETFRN), instituição que hoje conhecemos como Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), em Mossoró.
Naquela ocasião, protagonizamos uma partida que tinha tudo para terminar com uma bela vitória do nosso esquadrão. E estava mesmo caminhando para isso!
O Codó Futebol Clube vencia tranquilamente pelo placar de 3 a 0, quando nosso atacante conhecido como Roberto Anta sofreu uma penalidade máxima.
Era a oportunidade perfeita para ampliar a vantagem e praticamente liquidar a fatura.
Foi então que alguém teve a brilhante ideia de convocar nosso lateral-esquerdo, Antônio Serafim, para executar a cobrança.
Serafim ajeitou a bola, tomou distância, concentrou-se e partiu para a batida. Tudo indicava que sairia dali o quarto gol do Codó.
Mas o destino tinha outros planos. Antonio conseguiu mandar a bola para fora. Porém, até aí, tudo normal. Quem nunca perdeu um pênalti, não é verdade ? Afinal, até os grandes craques do futebol mundial já desperdiçaram penalidades. O problema foi a justificativa apresentada pelo ilustre lateral.
Segundo Serafim, no exato momento da cobrança, uma formiga resolveu atacar sua canela, provocando "uma mordida" que teria comprometido completamente a precisão do chute. Uma formiga, minha gente! Uma mísera formiga.
Imaginem a situação. Nosso lateral, que deveria estar preocupado com o goleiro adversário, acabou derrotado por um inseto que sequer fazia parte da escalação.
Se a história fosse contada por terceiros, talvez ninguém acreditasse. Mas nós estávamos lá.
O fato é que, depois daquele episódio, nossa equipe simplesmente perdeu o rumo da partida. O rendimento caiu, o adversário cresceu e, para completar a tragédia futebolística, acabamos cedendo o empate nos instantes finais.
Placar final: Codó Futebol Clube 3 x 3 ETFRN.
Até hoje fico imaginando: se aquela formiga não tivesse entrado em campo, será que a história teria sido diferente?
O ESQUADRÃO DO CODÓ FUTEBOL CLUBE EM 1998
Na fotografia, aparecem os integrantes daquela memorável equipe, identificados da esquerda para a direita.
Em pé: Saulo Russo, Antônio Serafim, Ângelo Moretson, D'Bino, Roberto Anta, Chico e Delgimar Prefeito.
Agachados: Quiñonez, Márcio Lagartixa, Eriberto Monteiro, Gralak, Misael e Paulo César.
E observem este que vos escreve, Eriberto Monteiro, no auge da forma física! Magrinho, magrinho, com seus quilinhos bem distribuídos e aquele corpinho de atleta que, infelizmente, o tempo tratou de modificar.
UM TIME SEM CORES DEFINIDAS, MAS COM IDENTIDADE PRÓPRIA
Naquela época, o Codó Futebol Clube ainda não possuía cores oficiais definidas. Entretanto, já tínhamos um símbolo que combinava perfeitamente com o espírito irreverente da nossa turma: Groo, personagem de histórias em quadrinhos criado pelo cartunista Sergio Aragonés.
Groo era um guerreiro medieval extremamente atrapalhado, conhecido por sua força, suas confusões e sua extraordinária habilidade com a espada. Um sujeito que podia vencer batalhas, mas nem sempre conseguia escapar das encrencas que ele próprio criava.
Convenhamos: dificilmente encontraríamos um personagem que representasse melhor o nosso esquadrão.
Aliás, o Codó Futebol Clube também tinha seu próprio hino, de minha autoria, que pretendo compartilhar em uma próxima publicação.
AS LEMBRANÇAS QUE O TEMPO NÃO APAGA
Hoje, ao rever esta fotografia, percebo que o resultado daquela partida é o que menos importa.
O que realmente permanece são as amizades, as brincadeiras, as histórias compartilhadas e a alegria de uma época em que bastavam uma bola, um campo e uma turma de bons camaradas para transformar uma tarde comum em um acontecimento inesquecível.
O tempo passou, os cabelos mudaram, as barrigas cresceram e muitos daqueles encontros ficaram apenas na memória. Mas o companheirismo e as boas lembranças continuam vivos.
E quanto ao nosso querido Antônio Serafim, deixo aqui uma pergunta que atravessa as décadas:
Serafim, depois de tantos anos, você ainda sustenta aquela história da formiga? Ou já podemos admitir que o pênalti foi perdido por pura falta de pontaria?
Seja qual for a resposta, uma coisa é certa: aquela formiga entrou definitivamente para a história do Codó Futebol Clube.
Ah, meus amigos! Que saudade daqueles tempos em que até um pênalti perdido virava motivo para uma história que jamais esqueceríamos!
Do fundo do Baú, mais uma página da nossa história, porque o tempo passa, mas as boas amizades e as grandes resenhas permanecem para sempre.

Mais Rapaz ... Eu sei que Diassis D'bino eh baixinho, mas num precisava esquecer de postar o nome dele naum! Tbm, ele tah quaze imperceptivel,parece ateh que tah agaixado. Ateh meu paizinho, nesta foto (Delgimar).Eu era pirralhinha, mas ainda peguei um pouco desses camaradas chutando canela na pça do codó, velhos bons tempos!
ResponderExcluirBetinho faltou Dibino rapaz! Show de bola esta foto.
ResponderExcluirÉ mesmo, rapaz. Por sinal me parece que neste jogo ele jogou pelas duas equipe, não foi mesmo ? Ou estou enganado. Estou corrigindo e pedindo desculpas para o próprio D´bino. Deve pelo seu tamanho...
ResponderExcluirValeu Patrícia Medeiros, pelos comentários e participação. Realmente este era um tempo áureo da Praça do Codó e sua turma de amigo. Saudades tantas...
ResponderExcluirVamos fazer um jogo de 10 anos sem CFC
ResponderExcluirPode entrar em contato com a turma que estarei presente...
ExcluirQuerido Saulo, segundo Heriberto a foto é de 1998 e 1998+10=2008 a menos que vc tenha uma máquina do tempo (time machine) acho que não vai dar pra fazer essa partida.
ResponderExcluirÉ, de 10 anos não, mas de 14 anos, 15 anos, 16, 17,...
ExcluirSó faltou eu e Roberto anta, e Luiz.
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